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Mercado óptico projeta 2026 como o ano da convergência entre alta tecnologia e moda sensorial

Mercado óptico projeta 2026 como o ano da convergência entre alta tecnologia e moda sensorial

Com 100% de ocupação na Expo Óptica, setor se apoia em lentes inteligentes, precisão DTech e no amadurecimento do e-commerce para transformar a experiência do consumidor.

O setor óptico brasileiro inicia o ano de 2026 sob uma perspectiva de renovação estrutural e otimismo econômico. O cenário de efervescência é confirmado pelos números da Expo Óptica 2026, o maior evento do segmento na América Latina, que já opera com 100% de seus espaços comercializados. O que se observa, segundo especialistas, é a consolidação de um mercado que deixou de ser puramente varejista para se transformar em um hub de tecnologia de saúde e expressão de identidade.

Nesta nova configuração, a tecnologia desponta como o pilar central da experiência do consumidor. O avanço das chamadas “lentes inteligentes”, equipadas com microprocessadores capazes de monitorar a saúde ocular e ajustar o foco dinamicamente, deixa de ser uma promessa futurista para ocupar as vitrines. Esse movimento é sustentado pela evolução da tecnologia DTech nos laboratórios, onde a automação garante uma surfaçagem com precisão milimétrica, personalizando cada lente de acordo com a anatomia única do usuário.

A diretora executiva da Abióptica, Ambra Nobre Sinkoc, destaca que para sustentar essa revolução tecnológica é necessária uma articulação estruturada do setor. “A Abióptica atua de forma estruturada para apoiar o varejo ótico na transição para um modelo mais digital. Trabalhamos em três grandes frentes para contribuir diretamente com essa transformação. A primeira é a capacitação e qualificação do setor. Por meio da Fundação Abióptica, ampliamos a oferta de cursos gratuitos e programas de formação contínua, que incorporam temas como gestão, uso de dados e relacionamento estratégico com o consumidor. O nosso objetivo é elevar o nível de maturidade do varejo, indo além do conhecimento técnico.”

Além dos esforços em capacitação, a dirigente sublinha a importância da articulação com parceiros estratégicos. “Fortalecemos parcerias com fornecedores de tecnologia, laboratórios, empresas de software, plataformas de pagamento e inteligência de mercado. Estamos focados em trazer soluções práticas para o dia a dia do varejo, especialmente para pequenas e médias ópticas” diz Ambra destacando que a Expo Óptica, por exemplo, tem desempenhado um papel crucial como ponto de encontro entre inovação e aplicação prática, estimulando a adoção gradual dessas ferramentas.

Outro pilar essencial mencionado pela executiva é a geração de inteligência setorial. Segundo ela, há investimento em estudos econômicos e análise de comportamento do consumidor para oferecer aos associados do setor óptico subsídios estratégicos. “Esses dados ajudam na definição de mix de produtos, decisões de investimentos, expansão de mercado e crescimento do market share. Além disso, mantemos um diálogo constante com entidades governamentais e universidades, inserindo o setor em agendas mais amplas de transformação digital e competitividade.”

A diretora executiva finaliza reforçando o compromisso da entidade com a preparação do varejo para o futuro. “Nosso papel não é apenas acompanhar as mudanças, mas ajudar o varejo a se preparar, reduzir riscos, acelerar o aprendizado e transformar tecnologia e dados em vantagens competitivas reais para 2026 e para o longo prazo.”

Se, por um lado, a tecnologia redefine a precisão óptica e a eficiência do varejo, por outro ela amplia o papel dos óculos como elemento de identidade e experiência.

Acompanhando a precisão técnica, o design das armações em 2026 reflete uma busca pelo equilíbrio entre a nostalgia e o futurismo. A moda óptica resgatou o minimalismo dos modelos ovais dos anos 90, mas sob uma nova roupagem que prioriza materiais como acetatos translúcidos e metais finos em tons terrosos, como o mostarda e o caramelo. Por outro lado, o maximalismo geométrico continua forte, servindo como uma ferramenta de posicionamento de imagem para o consumidor.

A especialista em visagismo e influenciadora Luiza Morando observa que o acessório se tornou o ponto focal da identidade pessoal. “No design de armações, a escolha das cores é muito mais do que estética, se trata de uma forma de dizer sobre o seu estilo, personalidade e identidade”.

Ela diz que o verde sálvia, por exemplo, carrega uma sensação de equilíbrio e frescor. É uma cor associada a natureza, calma e conforto, mas de uma forma moderna. “Ela suaviza o visual, transmite leveza e cria uma sensação de conforto e limpeza visual, sendo uma cor discreta e que funciona bem para o dia a dia por ser muito neutra para combinações”.

Especialista em visagismo e influenciadora Luiza Morando

Já a terracota, a visagista ressalta que traz uma conexão direta com o humano, o artesanal e o autêntico. “É uma cor quente, que remete à terra, à origem e à identidade e em armações, adiciona profundidade, personalidade e um toque de sofisticação orgânica, fugindo do óbvio sem perder a versatilidade de combinação.

“Quando essas cores aparecem no design óptico, elas ajudam a construir uma ponte entre funcionalidade e identidade pessoal, porque transformam o ato de usar óculos em uma escolha consciente de expressão, passando a ser uma afirmação de estilo e personalidade”, acrescenta Luiza.

Essa sofisticação estética e técnica encontra no varejo digital o seu canal de viabilização. O conceito de “phygital” — a integração entre o mundo físico e o digital — atingiu sua maturidade em 2026, permitindo que a jornada de compra seja fluida e sem atritos. De acordo com André L. Michels, Socio da SoftCommerce, empresa especialista em e-commerce para o segmento, a digitalização agora opera como a espinha dorsal do faturamento.

André L. Michels, Socio da SoftCommerce

“A compra de óculos, seja de sol ou grau, vai além de uma simples aquisição, é uma decisão segura que alia conforto, precisão e tecnologia. Ferramentas como provadores virtuais trazem praticidade e assertividade, reduzindo devoluções e melhorando a experiência do cliente”, salienta Michels afirmando que apesar dos desafios na venda de lentes multifocais pela internet, soluções para lentes simples têm mostrado alta precisão e satisfação.

Michels ainda comenta que o uso dessas tecnologias também amplia o engajamento digital, atraindo mais clientes e acessos orgânicos aos sites e no fim, o consumidor busca mais do que tecnologia, ele deseja se ver no espelho, real ou virtual, e sentir que tomou a decisão certa. “Na SoftCommerce focamos em integrar a tecnologia DTech diretamente ao ecossistema de vendas, garantindo que a confiança na acuidade visual seja a mesma, quer o cliente compre na loja física ou via marketplace”, finaliza Michels.


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Sandra Fonseca

Jornalista com MBA em Marketing Estratégico, publicitária e especialista em Lançamento de Infoproduto, atua há 24 anos na área de comunicação. (MTB 28.336)

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Priscila Rahine

Comunicóloga com mais de 25 anos de experiência como jornalista, publicitária e especialista em marketing digital, é gestora da equipe de comunicação e marketing. (MTB 46.219)

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