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Luz azul, telas e miopia: a nova fronteira de crescimento do mercado óptico

Luz azul, telas e miopia: a nova fronteira de crescimento do mercado óptico

A preocupação com a luz azul e a miopia impulsiona mudanças: estudiosos do setor defendem a transformação das ópticas em verdadeiras consultorias de saúde visual. 

A rápida ascensão da miopia entre crianças e adolescentes deixou de ser apenas uma preocupação clínica para se tornar um dos maiores desafios estratégicos do setor de saúde e do varejo óptico no Brasil. Segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e estudos repercutidos pelo Jornal da USP, vivemos uma “epidemia de miopia”, impulsionada pela combinação do uso excessivo de telas e a baixa exposição à luz solar. Projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, até 2050, metade da população global terá o diagnóstico, colocando o país em um ciclo de demanda crescente por soluções especializadas.

No entanto, o impacto das telas vai além do erro refrativo. A luz azul emitida por dispositivos eletrônicos e lâmpadas LED tem gerado distúrbios como fadiga ocular digital, olho seco e alterações no ciclo circadiano (sono). De acordo com Celso Cunha (CRM MT 2934), médico oftalmologista e consultor da HOYA Vision Care, o risco pode ser ainda mais profundo a longo prazo.

“A exposição crônica e intensa à luz azul pode desencadear reações fotoquímicas capazes de danificar as células da retina. Esse processo, ao longo do tempo, pode elevar o risco de desenvolver condições como a degeneração macular”, afirma o especialista, conforme depoimento concedido para a mídia.

O papel do varejo óptico na prevenção

Para o empresário do setor, este cenário exige uma transição do modelo tradicional de “venda de armações” para o de “consultoria em saúde visual”. O aumento da prevalência de miopia infantil abre um mercado robusto para lentes de controle de miopia e tecnologias de proteção contra a luz azul.

Dominar os dados científicos e as recomendações de prevenção, como a regra 20-20-20 (a cada 20 minutos, olhar por 20 segundos para um objeto a 6 metros de distância), não apenas amplia a rentabilidade com produtos de alto valor agregado, mas consolida a óptica como um ponto de confiança para famílias que buscam mitigar os impactos da era digital.

Dicas Práticas para Saúde Visual na Infância:

  • Regra 20-20-20: Pausas frequentes para relaxar o foco visual.
  • Higiene do sono: Evitar telas entre 30 minutos a 1 hora antes de dormir para não inibir a melatonina.
  • Luz natural: Estimular atividades ao ar livre para equilibrar a exposição à luz solar.
  • Brilho adequado: Ajustar a luminosidade das telas de acordo com o ambiente.

🔗 Acesse e saiba mais sobre este estudo

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Priscila Rahine

Comunicóloga com mais de 25 anos de experiência como jornalista, publicitária e especialista em marketing digital, é gestora da equipe de comunicação e marketing. (MTB 46.219)

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